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27/01/2017 - Comcap
Gato que sobreviveu a toneladas de lixo espera pela adoção
Empregados da Comcap salvaram “Fujão, o sobrevivente” na carreta que leva os resíduos para o aterro sanitário

foto/divulgação: Simone da Silva Hillesheim

Fujão, o gatinho sobrevivente, foi encaminhado para adoção

Está para adoção um gato resgatado hoje do caminhão de lixo.  O animal foi retirado da carreta que leva os resíduos para o aterro sanitário pelos empregados da Comcap e da empresa transportadora. O sobrevivente está à espera de adoção na Diretoria de Bem Estar Animal (Dibea), no Itacorubi, em Florianópolis.

De acordo com a equipe de Sustentabilidade Ambiental da Comcap, a presença do animal foi percebida pelo operador da mão mecânica quando já havia acomodado um quarto dos resíduos na carreta. Ele suspendeu a atividade para evitar que o gato fosse soterrado por toneladas de lixo e acionou o colega para resgatá-lo.

Fujão, como foi apelidado mais tarde, só pode ter chegado à estação de transbordo da Comcap num caminhão compactador de resíduos. Não foi percebido pelos garis porque devia estar aprisionado dentro de alguma caixa. Estava tão estressado que mordeu a mão da pessoa que tratou de resgatá-lo. Recolhido por Maria Prá, monitora ambiental que é referência em proteção animal na Comcap, ficou abrigado com água e comida. Porém, ainda muito assustado, no momento da transferência para a Dibea, tornou a escapulir e ficou correndo sobre as mesas da Divisão de Projetos no Centro de Valorização de Resíduos.

                                                                                

Fujão, o sobrevivente

Recapturado, foi conduzido pela estagiária Simone da Silva Hillesheim e o empregado José Thomaz Pereira ao serviço de bem estar animal. Vai passar o final de semana em local seguro, mas terá de ser adotado porque o Dibea está com a capacidade máxima ocupada, com mais de 45 animais.  

A hipótese é que Fujão tenha sobrevivido a um roteiro de coleta num caminhão compactador, que demora em torno de duas horas e à queda de três metros de altura em meio a seis toneladas de resíduos.

 

Protocolo de resgate

O Centro de Valorização de Resíduos (CVR), informa a gerente da Divisão de Projetos, Karina da Silva de Souza, é um local inadequado para animais. Tem sido comum o abandono deles tanto nos caminhões coletores quanto nos Ecopontos e caixas estacionárias da Comcap. “Como as pessoas podem tratar esses animais como lixo?”, espanta-se. Também tem sido resgatados animais nos caminhões da coleta seletiva o que acaba criando problema de saúde pública nas associações de triadores. “São pessoas maldosas que escondem esses animais no meio dos resíduos ou a tentativa de abandono seria percebida pelos garis”, indica a engenheira sanitarista.

Têm sido tão frequentes os resgates, acrescenta a educadora ambiental e jornalista Glória Clarice Martins, que a Comcap está formulando procedimentos padrão para estes casos de animais sobreviventes.  “Se o gari percebe o abandono do animal ou o ato é registrado pelas câmaras de vigilância da Comcap podemos denunciar a pessoa por crime, mas nestes casos em que o autor não pode ser identificado, nos resta encaminhar ao bem estar animal que, aliás, está com dificuldade para mantê-lo”, comenta.  “Temos de sensibilizar as pessoas para acabar com esse tipo de crime contra os animais e o ambiente e, neste caso, arrumar alguém que adote o Fujão”, resume.

 

No registro de Simone da Silva Hillesheim, o sobrevivente com o jovem aprendiz Felipe José Vieira.




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