Superintendência de Pesca, Maricultura e Agricultura

21/07/2017 - Saúde
Agricultura Urbana: Tapera recebe horta sintrópica neste sábado

foto/divulgação: SMS

Horta da Tapera receberá modelo inovador de compostagem

A comunidade da Tapera receberá um grande mutirão de implantação de horta sintrópica, com sistema de compostagem, em frente ao centro de saúde, neste sábado, a partir das 8h. A ação, que contempla o Programa Municipal de Agricultura Urbana, reúne moradores, organizações que compõem a Rede Semear e a Prefeitura, por meio da Comcap, da Superintendência da Pesca, Maricultura e Agricultura e da Secretaria de Saúde.

 

O assessor técnico da Comcap, Zenilto Custódio da Silva, conta que serão plantadas 2.350 mudas de hortaliças, além de temperos e plantas medicinais, em sete canteiros distribuídos numa área de 100 metros quadrados. A Comcap fornece cepilho (restos de poda triturados) e composto orgânico produzidos no Centro de Valorização de Resíduos (CVR), no Itacorubi para a nova horta que será mantida pela comunidade.

 

 

Há menos de três meses, a engenheira sanitarista da Comcap Flávia Guimarães Orofino e o assessor Zenilto idealizaram um modelo inovador de composteira, em tubo de concreto, que será testado na horta da Tapera. “O método de compostagem é o Ufsc, mas vamos testar uma nova composteira, mais vedada, que permita maior controle sobre os dois maiores riscos do processo: os vetores e os odores”, informa Zenilto.

 

De acordo com Francisca Daussy, da Secretaria de Saúde, as práticas de agricultura urbana têm contribuído de forma expressiva na melhoria das condições nutricionais e de saúde, de lazer, de saneamento, valorização da cultura, interação comunitária, educação e cuidado com o meio ambiente, função social do uso do solo, geração de emprego e renda, agroecoturismo e melhoria urbanística da cidade e sustentabilidade.

 

Ação social

A implantação da horta na Tapera foi articulada pela Prefeitura de Florianópolis com representantes dos catadores de berbigão como forma de ajudar na economia das famílias. Além de destinar melhor os resíduos orgânicos, reduzindo vetores de doenças, a comunidade terá acesso a hortaliças de melhor qualidade e sem custos. “As hortas comunitárias promovem a saúde, ao evitar doenças e ao promover a alimentação saudável”, afirma Zenilto.

 

Por meio da gestão adequada dos resíduos orgânicos também se pode estimular as práticas alimentares e hábitos de vida saudáveis e manter terrenos limpos e livres de agentes patogênicos ou vetores de doenças.