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20/04/2017 - SME - Educação
Conselho Municipal da Família pela Educação é lançado na Capital
Instalação do CFE ocorreu nesta quinta-feira, no auditório do SENAC, na Prainha

foto/divulgação: Ricardo Medeiros

Palestra de Mozart Neves Ramos

“O Conselho é uma proposta muito positiva, porque nos proporciona uma relação direta com o secretário de Educação de Florianópolis, sem a necessidade de muitos trâmites para chegar até ele.” Alex Correia é pai de Bernardo Correia da Rosa, de um ano e três meses, que frequenta a Creche Municipal Cristo Redentor, no Centro.

 

Ele foi indicado para integrar o Conselho Família pela Educação (CFE) como um dos representantes do CODECEN, Conselho de Desenvolvimento do Centro, e participou do lançamento do órgão, que ocorreu nesta quinta-feira, no auditório do SENAC, na Prainha.

 

Ainda em formação, terá a participação total de 15 pais ou responsáveis pelas crianças e adolescentes da rede municipal de ensino que vão debater,  em reuniões regulares com o secretário Mauricio Fernandes Pereira, melhorias e fragilidades do sistema de ensino.

 

Além disso, já definidos os nomes, o CFE tem em sua estrutura um representante de cada conselho de desenvolvimento regional: Norte, Sul, Leste, Centro e Continente.

 

Para Maurício Fernandes, trata-se de mais um espaço de diálogo com a comunidade. “O CFE não veio para substituir as associações de pais e professores nem conselhos escolares”. Pelo contrário, diz, “venho se somar a esses setores”.

 

Ele recorda que o CFE não tem caráter deliberativo, e sim, consultivo. “ As famílias merecem ter um momento só deles  para exporem suas ideias para o secretário de Educação, sem intermediários”.

 

“Sou muito grato à escola” 


Fábio Cupertino Machado é pai de Valentina Schmidt Machado, de sete anos, que estuda no segundo ano  do ensino fundamental na Escola Desdobrada Municipal João Francisco Garcez, no Canto da Lagoa.

 

“Estou participando do conselho porque sou muito grato à escola em que minha filha estuda e desejo que esse trabalho se mantenha. Mesmo não tendo muito tempo, se eu puder ajudar de alguma maneira, o farei”, conta. Fábio é um dos representantes do CODELI, Conselho de Desenvolvimento do Leste da Ilha.

 

Sem omissão

 

Sheylla Guedes, mais conhecida por Maçan,  representa diretamente o CODENI, Conselho de Desenvolvimento do Norte da Ilha. Ela é fundadora da ONG Mais União. A organização não governamental, criada em 2012, já prestou 18.000 atendimentos a crianças em vulnerabilidade social na localidade da Vila União, no bairro Vargem do Bom Jesus.

 

Ela e o marido, que é professor de música, estão oferecendo aulas de música no estúdio da própria casa. Mesmo com poucos recursos, seis alunos continuam frequentando a ONG.

 

Maçan Guedes participa do conselho escolar da Escola Básica Municipal Luiz Cândido da Luz, na Vargem do Bom Jesus.

 

“Minha filha já estudou nesse estabelecimento de ensino e eu fui professora de balé lá por quatro anos. Acho importante participar do conselho escolar porque é o único local em que as crianças da Vila União vão para fugir do contexto violento do bairro é a escola, e precisamos preservar isso”.

 

Maçan aceitou integrar mais um conselho, o CFE, por acreditar que a população tem a obrigação de contribuir o máximo possível para a melhoria da qualidade da educação do município. “Não poderia me omitir”, finaliza.

 

Todos nós podemos fazer da escola uma escola melhor”

 

Vânio Ferreira é o pai de Manuela Gagliardo Ferreira, de sete anos, que estudou por três no Núcleo de Educação Infantil Municipal (NEI) Gentil Mathias, nos Ingleses. Ele foi indicado também pelo CODENI. Apesar de a filha não frequentar mais o núcleo, ele continua como membro do conselho da escola.

 

Vânio conta que começou a se envolver com o conselho há cinco anos, tendo feito até um curso de conselheiro escolar. “Antes de me envolver com educação, não sabia o quanto os pais podem contribuir com a educação nas escolas”, explica.

 

O pai de Manuela acha essencial o contato direto e sem burocracia dos pais com o secretário, por intermédio do CFE.

 

“Assim nós podemos comunicar a visão de quem é usuário da rede e as impressões do dia a dia da escola, para que isso possa se tornar uma ação”, expõe. “Acredito que a educação é o melhor caminho para alcançarmos qualidade de vida e desenvolvimento. Todos nós podemos fazer da escola uma escola melhor”.

 

Aumentar a participação na vida escolar


Sybila Moreiro Goulart foi indicada para representar o CODECON, Conselho de Desenvolvimento do Continente. Segundo ela, com a tecnologia dominando as crianças e adolescentes, essa ideia é fundamental para a união entre as famílias.

 

 

“Essa iniciativa tem imensa importância na integração da escola com os familiares”. Muitos pais trabalham o dia todo e acabam nem sabendo o que os filhos fazem no colégio. Essa é uma oportunidade de reunir os pais, conversar sobre educação e aumentar a participação deles na vida escolar”.

 

Colocar em prática o que diz a constituição

 

Na oportunidade, houve duas palestras. Uma delas com Mozart Neves Ramos, que chegou a ser cotado, em 2016, para ser ministro da Educação. Ele já foi secretário de Educação de Pernambuco e  reitor da Universidade Federal de Pernambuco.

 

O químico Mozart Neves Ramos é educador e escritor. Em 2008, foi escolhido pela Revista Época como uma das pessoas mais influentes no Brasil. De 2007 a 2010, foi presidente executivo do Todos Pela Educação e membro do Conselho Nacional de Educação até 2014.

 

É autor dos livros “Educação sustentável” (2006) e “Educação Brasileira; uma agenda inadiável” (2015), além de ser coautor de “A Urgência da Educação” (2011). Atualmente é diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna.

 

Ele evocou a constituição brasileira. Disse a rede municipal de ensino de Florianópolis está colocando em prática o que diz o artigo 205 da carta magna.

 

“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Complementa dizendo que a Secretaria de Educação está de parabéns pela iniciativa.  

 

Permitir que os alunos abram as suas caixinhas de surpresas

 

A outra palestra foi  com um dos melhores professores do mundo, o brasileiro Wemerson Nogueira, que ficou entre os dez finalistas do Global Teacher Prize, patrocinado pelos Emirados Árabes Unidos, prêmio que congrega os considerados professores excepcionais do planeta.

 

Também ganhou, ano passado, o Prêmio Educador Nota 10, uma realização da Editora Abril e da Rede Globo.

 

Segundo ele, “temos que acreditar que é possível mudarmos, pela educação, a realidade de uma comunidade, de um município”. Lembra que um professor  também deve se por na condição de aprendiz em sala de aula. Permitir que os alunos abram as suas caixinhas de surpresas cheias de idéias.

 

“A partir daí, criar um método de ensino que chame atenção e empolgue crianças, adolescentes e jovens”. Destaca que muitas dos projetos deles vieram da escuta dos estudantes. “O que eu  fiz foi aprimorar o que me foi relatado”.

 

Aos 26 anos, Wemerson leciona na Escola Estadual Antônio dos Santos Neves, em Boa Esperança (ES), cerca de 280 quilômetros da capital, Vitória, e em uma faculdade particular.

 

No Global Teacher Prize,  concorreu com um programa social chamado "Jovens Cientistas: projetando um novo futuro".

 

O programa começou a ser desenvolvido há cinco anos em uma escola da cidade vizinha à Boa Esperança ,  chamada Nova Venécia. O estabelecimento de ensino está localizado em uma região de alta taxa de criminalidade e a taxa de abandono escolar chegou a atingir 50%.

 

Wemerson teve então a ideia de convidar colegas de trabalho e gestores para juntos, buscarem uma solução para melhorar a visão da escola. Foi aí que surgiu o "Jovens Cientistas: projetando um futuro novo".

 

O projeto focou no comportamento dos alunos dentro da unidade educacional, mostrando que aquele ambiente é um espaço para que cada um se torne um bom cidadão.  Wemerson criou ainda um método inovador para o ensino de aulas de Ciências.

 

Resultado: a escola conseguiu resgatar quase 90% dos estudantes do universo das drogas e da violência. Atualmente, o estabelecimento de ensino é considerado o melhor da cidade.

 

 

 

PAIS JÁ DEFINIDOS PARA O CFE

 

NORTE DA ILHA


Vânio Ferreira – NEI Municipal  Gentil Mathias da Silva (Ingleses)

 

LESTE DA ILHA


Ivanildo Antônio de Sousa – Creche Municipal Elisabete Nunes Anderlei (Barra da Lagoa)

 

João Pedro Abdalla Cabrera – NEI Municipal Orisvaldina Silva (Lagoa da Conceição)

 

Fábio Cupertino Machado – Escola Desdobrada Municipal João Francisco Garcez (Canto da Lagoa)

 

CENTRO


Alex Correia – Creche Municipal Cristo Redentor (Centro)

 

Aisllan Chaves de Giacomo – NEI Municipal Judite Fernandes de Lima (João Paulo)

 

SUL DA ILHA


Fabrício Escandiussi – NEI Municipal Armação (Armação)

 

Henrique da Silva – Escola Desdobrada Municipal Lupércio Belarmino da Silva (Caieira da Barra do Sul)

 

Augusto Cesar Cunha Nogueira – Escola Básica Municipal Dilma Lúcia dos Santos (Armação do Pântano do Sul)

 

REPRESENTANTES DOS CONSELHOS REGIONAIS

 

CODENI (Conselho de Desenvolvimento do Norte da Ilha)

Sheylla Pereira – ONG Mais União

 

CODECON (Conselho de Desenvolvimento do Cointinente)

Sybila Moreiro Goulart

 

CODELI (Conselho de Desenvolvimento do Leste da Ilha):

João Carlos Teixeira de Mello

 

CODENI (Conselho de Desenvolvimento do Norte da Ilha)

Ana Claudia Caldas – Conseg Bacia do Itacorubi.

 

CODESI (Conselho de Desenvolvimento do Sul da Ilha):

Jacqueline Bittencourt

 

 


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